Tuesday, November 1, 2011

Mobilar a casa


Vou contar a odisseia do fim-de-semana e de ontem para tentar mobilar minimamente a casa. Tinhamos casa mas não tinhamos mais nada. Então, alugamos um carro para para fazer as compras de coisas básicas (edredon, pratos, copos, talheres, uma panela, torradeira, máquina de café)e achamos que o resto dos móveis comprariamos em garage sale, que parecem fazer muito sucesso por aqui. A nossa conclusão, ao fim de muitas visitas foi que as pessoas vendem tudo o que não interessa, porque mesa, cadeiras, sofá, nada! Contudo, fomos a uma que, por sorte, tinha uma mesa de estudo, uma cadeira e dois candeeiros. Negociamos com elas e elas aceitaram vender a mesa, a cadeira e um candeiro por 55 dólares. Pareceu-nos bem e fechamos o negócio. A parte engraçada veio quando tentamos pôr tudo isso no carro. Com elas a ajuajudar, inclusive descobriram como se desmotava os bancos de trás, mas a mesa não cabia mesmo. Então, uma das irmãs ofereceu-se para vir trazer a mesa a nossa casa ao fim do dia. No horário combinado lá veio ela, com um filho gigante para carregar a mesa e o par do candeeiro que não tinha sido vendido para nos oferecer. Então, trouxemos as coisas para cima, eles entraram na nossa sala completamente vazia, apenas com um estendal de roupa (Airi, é mesmo verdade. Quando eu vi o estendal numa sala vazia só me lembrava de ti, mas ainda não consegui um ferro, ehehehe) perceberam a nossa situação. Acho que nos acharam queridos e viram que foi uma boa causa terem dado o segundo candeeiro e fazer o transporte gratuito.
Entretanto, na Student Union (um prédio chiquérrimo, com uma sala de estudo com lareira, poltronas de couro, somente para os alunos estudarem, uau) informaram-nos que havia um depósito da Universidade que vendia móveis baratos e achamos que seria uma boa irmos lá, procurar a nossa mesa e o sofá. Óbvio que esse depósito é completamente fora do campus, num lugar inacessível (ainda não entendi poorque nesta cidade insistem em colocar esses locais claramente dirigidos a estudante em zonas completamente inóspitas). Depois de andar uma hora no bus da universidade que pára em tudo o que é canto lá chegmos ao tal do depósito. Infelizmente, não tinha o que procuravamos, mas tinha duas cadeiras lindas, que nos pareceram úteis. Já não precisavamos de comer no chão, porque já tinhamos uma secretaria, mas só tinhamos uma cadeira, então achamos que mais duas viriam a calhar. O problema era como levar... no bus, claro (aparte, teriamos que apanhar três para chegar a casa...)e lá viemos com as cadeiras na mão. O bus é que não havia meio de vir e como aqui, às 18h deixa praticamente de haver bus, achamos que o melhor era irmos andando até a um ponto mais central. Lá fomos, com duas cadeiras na mão. Quis tirar uma foto, mas achei melhor poupar as minhas ebergias para carregar a cadeira, eheeh. Chegamos ao ponto e lá conseguimos entrar no bus. O motorista não encrencou com a cadeira e lá fomos. Trocamos de bus e tudo tranquilo (aparte todos olharem para nós). Óbvio que já estavamos fora do horário de circulação alargada e o bus para no terminal do campus central e nós para irmos para o bus que nos traria a casa teriamos que ir a pé até à nossa paragem. ok, let's go! Agora, imaginem o motista do nosso bus final não nos deixou entrar. Disse que era para trasnporte de passageiros e não de materiais. deu-me vontade de matar o homem, ele não percebeu que se tivessemos outra forma de levar as cadeiras para casa o fariamos?! Acho que ninguém anda duas horas com uma cadeira na mão para apanhar o bus tendo alternativas, certo? Pena que há pessoas que não entendem... bom, moral da história, tivemos que andar mais não sei quanto tempo para apanhar um táxi, o que também foi um desafio. Aqui os táxis não andam pela rua (passam a toda a hora uns carros super iluminados que parecem carros, mas são de entrega de comida) e chegamos!!! Uhuhu

3 comments:

  1. Que bom escreveres estas memorias. vê só a tristeza que seria não partilhar e perder-se tanta odisseia. Espero que enquanto esperavam os onibus tenham utilizado as cadeiras...e imagina que eram onibus como no Brasil, com torniquete, eheheh. Isso é que seria bem engraçado, passar o torniquete de cadeira

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  2. Aii, queridos! fiquei imaginando a cena e lembrei da mesa da Clarinha e o passeio na rua com as cadeiras,ehehhe, continuem escrevendo bom dividir esses momentos com vcs =D

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  3. Sei que na hora deve ter sido estressante, mas o bom dessas histórias é que o passar do tempo faz com que fiquem engraçadíssimas ;)
    Fiquei pensando que pode ser uma boa ter uma cadeira embaixo do braço pra sentar e esperar o ônibus ou pra usar lá dentro caso todos os assentos estejam ocupados. Vocês podem patentear a ideia ;)
    Smack!

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