Tuesday, November 8, 2011

Bibliotecas


Esta é a sala de leitura da Legal Research Library, da University of Michigan. Logo que chegamos, há três semanas, fizemos várias caminhadas de reconhecimento de terreno, e um dos lugares por que passamos foi essa biblioteca, que nos surpreendeu bastante. Embora seja enorme, é apenas a biblioteca da faculdade de Direito. Há muitas outras espalhadas pelo campus. De todas, a que me pareceu mais atraente como lugar de estudo foi essa, pela sua tranquilidade e beleza de seu átrio, que se estende por um comprimento de uns cem metros, com largura que deverá estar perto dos quinze metros. Construída em 1931, tem uma arquitetura que deverá misturar muitos elementos, mas acho que prevalecerá o neogótico. Há muitas janelas de vidros opacos, que proporcionam uma iluminação diáfana muito agradável. Com uma altura que estará próxima dos vinte metros, o teto, de madeira entalhada, é sustentado por doze vigas adornadas, entre as quais estão suspensas longas correntes que sustentam 24 lustres. O prédio, bem como o complexo de que faz parte, chamado Law Quadrangle, foi doado por um ex-aluno da universidade, William W. Cook. As paredes laterais do interior são revestidas de madeira entalhada com nichos para livros. Há uma pequena saída na parte sudoeste da sala de leitura, por onde se tem acesso, descendo alguns degraus, à ala nova da biblioteca, a Law Library, construída em 1981. O projeto, de Gunnar Birkerts, situa o prédio dentro de uma linguagem eminentemente moderna, o que confere ao conjunto, Legal Research Library e Law Library, uma beleza extraordinária e deslumbrante por fazer a síntese harmônica de duas tradições, a antiga e a moderna.

A Law Library fica abaixo do nível do solo, mas, ao contrário do que se poderia imaginar, tem muita luminosidade, que invade o espaço por vidraças enormes, como se pode ver nestas fotos. Com galerias, escadas, vãos e mezaninos conectados no interior de um espaço que sugere insistentemente a noção de amplitude, a Law Library da University of Michigan é uma metáfora adequada dos caminhos da pesquisa e dos meandros da busca do conhecimento.




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