
Durante o feriado de Ação de Graças, resolvemos seguir a sugestão do pessoal daqui e visitar o Kensington Park. Programamos o GPS e, zás!, lá fomos felizes e contentes pela estrada afora, com 20 milhas de asfalto pela frente, o que equivale aproximadamente a uns 30 quilômetros. Com uma estrada de tirar o chapéu, a viagem foi curta; em poucos minutos já estávamos no nosso destino, o Kensington Park. Quando lá chegamos, fizemos um primeiro reconhecimento do local ainda de carro, até chegarmos a um espaço que reproduz o ambiente rural existente por aqui outrora. Achei muita graça do conceito de fazenda ressignificado, pois o que habitualmente costuma remeter para as noções de precariedade, simplicidade, falta de conforto, carência de sofisticação e barbárie, sempre em tensa relação com as representações comuns do ambiente urbano, a velha dicotomia campo vs. cidade, naquele pequeno reduto do Kensington Park foi reconstruído de forma diferente. O que se vê ali não é nada singelo: grandes construções, celeiros de encher os olhos e caminhos recobertos com asfalto, para que ninguém suje os sapatos com a terra. Em resumo, um lugar domesticado. O que pretensamente deveria ser "natural", passou a ser "civilizado" e asséptico; uma versão enlatada de fazenda. Depois, à procura de algo mais telúrico, fomos experimentar uma caminhada pelas trilhas do parque. Aí, sim, deu para nos sentirmos como se estivéssemos voltado no tempo e fôssemos autênticos membros do Wandervogel, percorrendo sendas nos bosques. Foi um passeio muito divertido, com trilhas cheias de meandros, sob as árvores despidas pela ação incessante do frio. Ao longo do percurso, tivemos direito a alguns encontros com pássaros amigos e esquilos acrobatas.
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