Há poucos dias, durante a noite, saímos em uma aventura em busca de um colchão para termos a alegria de recebermos hóspedes, aventura que resultou em ótimas risadas e em um certo regozijo com a nossa capacidade imaginativa. Sem falsa modéstia, sentimo-nos orgulhos de nossa destreza para descobrirmos soluções em situações pouco vulgares. Permitam-me contar-lhes brevemente o que sucedeu. Depois de muito procurarmos um colchão confortável nos lugares convencionais, como as grandes lojas de departamento, mas sem termos sucesso, tendo em conta que os colchões disponíveis nesses lugares não são apenas cômodos, mas também impagáveis, começamos a ficar desconsolados. Lembramo-nos, no entremeio, das estratégias de sobrevivência a que tivemos que recorrer mais de uma vez depois de nossa chegada em Ann Arbor e nos primeiros dias que passamos nas terras dos EUA. Saber adaptar-se às circunstancias é um estilo de vida. A ideia de um colchão de ar pareceu-nos abominável, de modo que entramos no espírito muito estudantil da cidade em que nos tocou viver, ou seja, abraçamos uma prática comum aqui, cuja origem está no incessante trânsito de estudantes que chegam e que partem. Em um ambiente onde há muita necessidade de desapego por causa do sentido provisório que dá cor à vida estudantil na Universidade, os fluxos e refluxos são normativos e produzem uma cultura de intensa permuta, um comércio informal. Assim, ao pensarmos nisso, fomos à Internet buscar no Craiglist o que precisávamos. Sem muito esforço, tivemos êxito.
A busca do colchão, porém, foi apenas a parte trivial de sua aquisição; o que constituiu uma verdadeira aventura com laivos quixotescos foi o seu transporte pela cidade. Seguros de que conseguiríamos levá-lo no carro, fomos ao supermercado para procurar uma corda. Bem, para ser sincero, eu não estava lá muito confiante na viabilidade desse artifício, mas Eva, que é muito mais prática do que eu, sabia que teríamos sucesso no engenhoso transporte. Seguimos, esperançosos, nosso rumo até a casa do rapaz que tinha o nosso desejado colchão. Quando lá chegamos, abriu-nos a porta um rapaz com máscara para a pele. Se não fosse um tipo muito descontraído e cordial, acho que teria sido difícil contermos o riso ao vê-lo naquela triste figura, de roupão e máscara verde no rosto. Foi bizarro. Nossa aventura, contudo, não terminou aí. Depois, aconteceu algo engraçado quando finalizamos, contentes, a amarração do colchão no teto do carro. Tomados pelo entusiasmo, fixamos o colchão no teto, mas o fizemos com tanto esmero, tanto, que junto com o colchão atamos também as portas do carro. Ena! E agora? A sorte foi que deixamos uma das janelas abertas. Não houve outro jeito de entrarmos no carro a não ser como se fôssemos bandoleiros. Ah! Ah! Ah! O que importa é que ao fim e ao cabo saímos lépidos e fagueiros da aventura, prontos para a próxima. Que venham os moinhos e os exércitos de ovelhas!
A busca do colchão, porém, foi apenas a parte trivial de sua aquisição; o que constituiu uma verdadeira aventura com laivos quixotescos foi o seu transporte pela cidade. Seguros de que conseguiríamos levá-lo no carro, fomos ao supermercado para procurar uma corda. Bem, para ser sincero, eu não estava lá muito confiante na viabilidade desse artifício, mas Eva, que é muito mais prática do que eu, sabia que teríamos sucesso no engenhoso transporte. Seguimos, esperançosos, nosso rumo até a casa do rapaz que tinha o nosso desejado colchão. Quando lá chegamos, abriu-nos a porta um rapaz com máscara para a pele. Se não fosse um tipo muito descontraído e cordial, acho que teria sido difícil contermos o riso ao vê-lo naquela triste figura, de roupão e máscara verde no rosto. Foi bizarro. Nossa aventura, contudo, não terminou aí. Depois, aconteceu algo engraçado quando finalizamos, contentes, a amarração do colchão no teto do carro. Tomados pelo entusiasmo, fixamos o colchão no teto, mas o fizemos com tanto esmero, tanto, que junto com o colchão atamos também as portas do carro. Ena! E agora? A sorte foi que deixamos uma das janelas abertas. Não houve outro jeito de entrarmos no carro a não ser como se fôssemos bandoleiros. Ah! Ah! Ah! O que importa é que ao fim e ao cabo saímos lépidos e fagueiros da aventura, prontos para a próxima. Que venham os moinhos e os exércitos de ovelhas!
Não consigo parar de rir só de me voltar a lembrar do Cris a entrar pela janela do carro. Comigo foi fácil, mas imaginem-no a ele, ehehe
ReplyDeletenão dá mesmo para imaginar o Cris a conseguir entrar no carro pela janela; terá sedo um parto de pernas ou de cabeça??, cadê as fotos minha gente??, porque mais importante que o colchão são os movimento do seu resgate. Gostei da história!!!
ReplyDeleteHauhauhauhauhauahahuauha Fotos! Ninguém lembrou de tirar fotos?! :DDD
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