Depois de uma longa distância do blogg (e de tudo o resto, um pouco também, ehehe), apeteceu-me escrever sobre um filme maravilhoso que vimos ontem, "The Artist". Desde Dezembro que estavamos para ver esse filme, mas só ontem nos conseguimos coordenar para o ver e, seguramente, valeu a espera!
Quando vi o anúncio do filme, ele suscitou-me muito a curiosidade por me fazer lembrar o cinema de outros tempos, a que tanto me dediquei durante um certo período da minha vida e de que tanto gostava, mas que deixei de ver. No início fiquei um pouco receosa, com medo que fosse um filme "cliché", de "Crepescúlo dos Deuses", ou "Singin' in the rain", mas tal não aconteceu.
Assistir a esse filme foi uma óptima surpresa porque, de repente, me senti a viajar no tempo. Primeiro, fomos ver o filme num cinema aqui de Ann Arbor super antigo, com tecto abobadado dourado, lustre, palco de orquestra, cadeiras de veludo vermelho. Todo esse cenário, talvez tenha valorizado o filme que viamos. Afinal, esse cinema revelou-se uma óptima escolha (pena que não levei a máquina para vos mostrar o cinema), porque, por momentos também eu me sentia em 1930. Depois, durante o filme, que tratava do cinema mudo e da passagem para um novo tipo de cinema, o falado, essa sensação ia-se confirmando. Foi muito engraçado, porque como nos filmes de antigamente, também a plateia reagia ao filme, com suspiros, risos, sinais de alívio e, o melhor, no fim todos aplaudiram. Foi uma experiência muito boa de se ter!
O filme, praticamente todo ele mudo, fez-nos valorizar outros orgãos sensoriais e, talvez, por não ter diálogos, nos absorvemos muito mais no que estamos a ver, com mais intensidade. Sei que, seguramente, foi dos filmes que mais me sensibilizou nos últimos tempos.
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